Sábado, Abril 25, 2009

25 de Abril



SEMPRE!!

Segunda-feira, Abril 20, 2009

O melhor solário do Mundo (ou uma homenagem a Sofia Frazoa)

Quando vou no carro vou sempre a ouvir rádio, à excepção de uma ou outra altura em que oiço 346 vezes em loop uma qualquer música que descubro e na qual fico viciada de uma forma perto da demência (coisa que acontece uma vez por semana e me ocupa aproximadamente dois dias, até que de repente fico farta dessa música até aos olhos).


Se na maioria das vezes vou sintonizada na Antena 3, cujas selecções musicais e programas que coincidem com as minhas viagens casa-trabalho-casa são os que mais gosto, existem duas excepções e ambas no Rádio Clube: os relatos do meu benfas feitos pelo Fernando Correia (o sportinguista mais porreiro a seguir ao meu irmão) e um programa de madrugada chamado "Posto de Escuta" em que uma moça chamada Sofia Frazoa ouve durante quatro horas os comentários/queixas/opiniões/dissertações dos ouvintes que estão acordados àquela hora e que telefonam para dizer "coisas" (na sua esmagadora maioria velhos e camionistas). A pobre rapariga, que já é a quarta ou quinta apresentadora, tem o meu apoio incondicional se quiser exigir uma reforma antecipada com todas as regalias... É que não deve ser um trabalho nada fácil...



Ontem ouvi o programa durante 5 minutos apenas mas foi o suficiente para estacionar o carro em lágrimas de tanto rir com uma ouvinte de 214 anos (a julgar pela "eloquência" do seu discurso) que comentava a viagem do Papa a Angola e que, entre outras, nos presenteou com a seguinte pérola:



- Pois é Sofia, e eu até gosto muito do Eduardinho e acho que ele é muito bonito, apesar de me parecer que ele tem um bocado de bronzeado ou lá o que é... Não lhe parece?




P.S.: Tive um fim de semana espectacular que estou mortinha por contar. Mas como estou à espera das fotos, tem de ficar para amanhã

Terça-feira, Abril 14, 2009

Sobre o amor (todo o tipo de amor)







E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia, disse a raposa.

- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.

- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...

- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.

- Sou uma raposa, disse a raposa.

- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...

- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:

- O que quer dizer cativar ?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...

Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.

- É preciso ser paciente. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Cada dia te sentarás mais perto…Se tu vens por exemplo, às quatro da tarde, desde às três, eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar…a gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixou cativar. E acrescentou:

- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua, é a única no mundo. É simples, o segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdeste com tua rosa, que fez tua rosa tão importante. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar…

- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim…e nunca encontram o que procuram… E no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d’água… Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração…”

Antoine de Saint-Exupéry

Tenho mesmo de mudar de casa...



... agora, quando me deito, fico entalada entre a fúria reprodutora do casal do andar de cima e a tosse cavernosa do velho do andar de baixo.

Antes fosse música aos berros, que, para além de mais agradável, sempre dava para reclamar. Não me estou a ver a ir bater à porta de cima e pedir para tentarem uma queca tântrica nem ao de baixo para pedir o favor de "falecer" mais silenciosamente...

Não quero parecer invejosa nem insensível (respectivamente)...SÓ QUERIA DORMIR!!!

Quarta-feira, Março 11, 2009

O buraco da fechadura

O Sebastião queria conhecer o mundo, dizia aos amigos que não se ia deixar prender. Que queria voar por aí e ser livre...

A Bia era uma sonhadora. "Andas sempre com a cabeça nas nuvens" diziam-lhe. E até era bem verdade...

Um dia o Sebastião e a Bia viram-se e apaixonaram-se. Daquele tipo de amor instantâneo que nos faz pairar, nos tira o chão debaixo dos pés e nos aproxima do céu e das estrelas. Não mais se largaram...

E o Sebastião que queria ser livre encontrou um sitio pequenino para chamar casa e deixou-se prender. "É o nosso ninho" disse.

Agora estão juntos e a Bia já não sonha sozinha e o Sebastião já não quer ser livre. Querem sonhar os dois e conhecer o mundo sem se perderem um do outro.

Mas por agora o sonho é outro. Um sonho que esperam vir a nascer em Abril. Um sonho que já tem nome escolhido: Renata.

E nós, aqueles que continuam com os pés presos ao chão, podemos espreitar pela fechadura e seguir segundo a segundo as aventuras do Sebastião e da Bia.


O buraco da fechadura é este e é verdadeiramente irresistível.


P.S.: Parabéns à REN pela ideia genial

Terça-feira, Março 10, 2009

Desculpem lá qualquer coisinha...

...é que não tenho mesmo conseguido actualizar o blog. A minha vida nestas últimas semanas tem sido desesperantemente cansativa e monótona. E depois de horas a olhar para um computador e a puxar pela cabeça, fico esgotada de ideias, vazia...

Por isso mais uma vez vos deixo uma música. Tem uma letra divinal!

Carne e Osso
(Zélia Duncan)

Alegria do pecado às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu

E eu gosto de estar na terra cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano

Perfeição demais me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso, pra não ser carne e osso


Sábado, Fevereiro 28, 2009

"Montes" de coisas para contar...

... e nenhuma vontade de o fazer!

Vou arranjar coragem para cá vir e dissertar sobre os Oscars, sobre o trabalho, os concertos que aí vêm, etc, etc...

Mas por agora deixo-vos aqui uma letra de uma música que "descobri" hoje a caminho do trabalho (escusam de tentar já fazer associações com a minha triste vidinha de solteirona - NÃO EXISTEM! Mas se um dia me quiserem escrever uma carta de amor podem tirar daqui umas ideias...mais lamechas que isto e eu choro...a rir)


Sushi Baby (by Oioai)

Amo-te mais água que as torneiras,
amo-te muito mais alto que as nuvens,
amo-te mais vento que as tempestades,
amo-te mais.

Amo-te mais palavras que um livro,
amo-te muito mais noites que o verão
amo-te mais longe do que o Japão
amo-te mais, mais.

Sushi Baby!
Amo-te mais, mais
Sushi Baby!
Amo-te mais e mais e mais e mais e mais!

Virou!

Amo-te mais palavras que um livro,
amo-te muito mais noites que o verão
amo-te mais longe do que o Japão
amo-te mais, mais.

Sushi Baby!
Amo-te mais, mais
Sushi Baby!
Amo-te mais e mais e mais e mais e mais!
mais e mais e mais e mais e mais!
mais e mais e mais e mais e mais!

Terça-feira, Janeiro 13, 2009

Jackpot!



No Domingo à noite fui arrancada do quentinho do sofá e do vapor perfumado de uma chávena de chá verde e limão para ir ao Casino jogar um poker (daqueles de máquina, que não me arrisco a confrontar a minha nabice com os profissionais do vício numa mesa a sério!).


Acho alguma graça ir de vez em quando ao casino, mesmo quando o Cid não vai lá tocar. É assim uma espécie de universo paralelo, onde o desespero monetário disfarçado de alguns se mistura com a naturalidade milionária de quem troca 800 euros em fichas (eu vi!) para entreter a beldade loira que tem pendurada no braço. Mas sempre com nível!


É assim uma espécie de faz-de-conta, onde todos parecem chiques, educados, divertidos, com aquele ar de quem foi ali passar umas horitas mas também podia estar noutro lado qualquer que lhe era indiferente. E para alguns é. Mas também há aqueles que, atrás de uma máscara demasiado transparente, tentam esconder um vício terrível, que lhes dá cabo na vida familiar e profissional. Os que, mesmo que racionais para tudo o resto, alinham em loucuras supersticiosas e todas as tardes fazem fila à espera que a porta giratória dê a primeira volta para correrem para "aquela" máquina, "aquela" mesa, onde um dia vão finalmente recuperar a fortuna que já perderam, os carros que venderam por ninharias em dinheiro vivo, a jóia da tetravó, a conta poupança do filho... Eu sei que estas coisas acontecem, sentem-se a pairar no ar ilumidado e barulhento, ainda que não as veja.


E isto já não tem graça e nunca percebi como é que alguém se deixa prender numa "teia" tão óbvia.



P.S.: No Domingo ganhei 100 euros na máquina. Podia ter ganho mais se tivesse dobrado ou podia ter perdido tudo. Só 100 euros e dois dias depois ainda penso que devia ter arriscado. Acho que finalmente percebi a tentação...