terça-feira, abril 14, 2009

Sobre o amor (todo o tipo de amor)







E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia, disse a raposa.

- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.

- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...

- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.

- Sou uma raposa, disse a raposa.

- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...

- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:

- O que quer dizer cativar ?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...

Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.

- É preciso ser paciente. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Cada dia te sentarás mais perto…Se tu vens por exemplo, às quatro da tarde, desde às três, eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar…a gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixou cativar. E acrescentou:

- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua, é a única no mundo. É simples, o segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdeste com tua rosa, que fez tua rosa tão importante. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar…

- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim…e nunca encontram o que procuram… E no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d’água… Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração…”

Antoine de Saint-Exupéry

Tenho mesmo de mudar de casa...



... agora, quando me deito, fico entalada entre a fúria reprodutora do casal do andar de cima e a tosse cavernosa do velho do andar de baixo.

Antes fosse música aos berros, que, para além de mais agradável, sempre dava para reclamar. Não me estou a ver a ir bater à porta de cima e pedir para tentarem uma queca tântrica nem ao de baixo para pedir o favor de "falecer" mais silenciosamente...

Não quero parecer invejosa nem insensível (respectivamente)...SÓ QUERIA DORMIR!!!

quarta-feira, março 11, 2009

O buraco da fechadura

O Sebastião queria conhecer o mundo, dizia aos amigos que não se ia deixar prender. Que queria voar por aí e ser livre...

A Bia era uma sonhadora. "Andas sempre com a cabeça nas nuvens" diziam-lhe. E até era bem verdade...

Um dia o Sebastião e a Bia viram-se e apaixonaram-se. Daquele tipo de amor instantâneo que nos faz pairar, nos tira o chão debaixo dos pés e nos aproxima do céu e das estrelas. Não mais se largaram...

E o Sebastião que queria ser livre encontrou um sitio pequenino para chamar casa e deixou-se prender. "É o nosso ninho" disse.

Agora estão juntos e a Bia já não sonha sozinha e o Sebastião já não quer ser livre. Querem sonhar os dois e conhecer o mundo sem se perderem um do outro.

Mas por agora o sonho é outro. Um sonho que esperam vir a nascer em Abril. Um sonho que já tem nome escolhido: Renata.

E nós, aqueles que continuam com os pés presos ao chão, podemos espreitar pela fechadura e seguir segundo a segundo as aventuras do Sebastião e da Bia.


O buraco da fechadura é este e é verdadeiramente irresistível.


P.S.: Parabéns à REN pela ideia genial

terça-feira, março 10, 2009

Desculpem lá qualquer coisinha...

...é que não tenho mesmo conseguido actualizar o blog. A minha vida nestas últimas semanas tem sido desesperantemente cansativa e monótona. E depois de horas a olhar para um computador e a puxar pela cabeça, fico esgotada de ideias, vazia...

Por isso mais uma vez vos deixo uma música. Tem uma letra divinal!

Carne e Osso
(Zélia Duncan)

Alegria do pecado às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu

E eu gosto de estar na terra cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano

Perfeição demais me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso, pra não ser carne e osso


sábado, fevereiro 28, 2009

"Montes" de coisas para contar...

... e nenhuma vontade de o fazer!

Vou arranjar coragem para cá vir e dissertar sobre os Oscars, sobre o trabalho, os concertos que aí vêm, etc, etc...

Mas por agora deixo-vos aqui uma letra de uma música que "descobri" hoje a caminho do trabalho (escusam de tentar já fazer associações com a minha triste vidinha de solteirona - NÃO EXISTEM! Mas se um dia me quiserem escrever uma carta de amor podem tirar daqui umas ideias...mais lamechas que isto e eu choro...a rir)


Sushi Baby (by Oioai)

Amo-te mais água que as torneiras,
amo-te muito mais alto que as nuvens,
amo-te mais vento que as tempestades,
amo-te mais.

Amo-te mais palavras que um livro,
amo-te muito mais noites que o verão
amo-te mais longe do que o Japão
amo-te mais, mais.

Sushi Baby!
Amo-te mais, mais
Sushi Baby!
Amo-te mais e mais e mais e mais e mais!

Virou!

Amo-te mais palavras que um livro,
amo-te muito mais noites que o verão
amo-te mais longe do que o Japão
amo-te mais, mais.

Sushi Baby!
Amo-te mais, mais
Sushi Baby!
Amo-te mais e mais e mais e mais e mais!
mais e mais e mais e mais e mais!
mais e mais e mais e mais e mais!

terça-feira, janeiro 13, 2009

Jackpot!



No Domingo à noite fui arrancada do quentinho do sofá e do vapor perfumado de uma chávena de chá verde e limão para ir ao Casino jogar um poker (daqueles de máquina, que não me arrisco a confrontar a minha nabice com os profissionais do vício numa mesa a sério!).


Acho alguma graça ir de vez em quando ao casino, mesmo quando o Cid não vai lá tocar. É assim uma espécie de universo paralelo, onde o desespero monetário disfarçado de alguns se mistura com a naturalidade milionária de quem troca 800 euros em fichas (eu vi!) para entreter a beldade loira que tem pendurada no braço. Mas sempre com nível!


É assim uma espécie de faz-de-conta, onde todos parecem chiques, educados, divertidos, com aquele ar de quem foi ali passar umas horitas mas também podia estar noutro lado qualquer que lhe era indiferente. E para alguns é. Mas também há aqueles que, atrás de uma máscara demasiado transparente, tentam esconder um vício terrível, que lhes dá cabo na vida familiar e profissional. Os que, mesmo que racionais para tudo o resto, alinham em loucuras supersticiosas e todas as tardes fazem fila à espera que a porta giratória dê a primeira volta para correrem para "aquela" máquina, "aquela" mesa, onde um dia vão finalmente recuperar a fortuna que já perderam, os carros que venderam por ninharias em dinheiro vivo, a jóia da tetravó, a conta poupança do filho... Eu sei que estas coisas acontecem, sentem-se a pairar no ar ilumidado e barulhento, ainda que não as veja.


E isto já não tem graça e nunca percebi como é que alguém se deixa prender numa "teia" tão óbvia.



P.S.: No Domingo ganhei 100 euros na máquina. Podia ter ganho mais se tivesse dobrado ou podia ter perdido tudo. Só 100 euros e dois dias depois ainda penso que devia ter arriscado. Acho que finalmente percebi a tentação...

quinta-feira, janeiro 08, 2009

"Innocent as charged"



Porque é que tenho esta sensação inquietante de precisar de arranjar um culpado, um "mau da fita", para esta guerra horrível?


E tão mais simples quando se pode identificar o papão e o menino assustado e inocente... Mas começo a achar que a comunicação social, que sempre me empurrou para o lado palestiniano, é bem capaz de não estar a contar a verdade toda...


Tenho de ler, de me informar. Se calhar para chegar à conclusão que não há culpados unilaterais mas que de certeza que há milhares inocentes dos dois lados... Mas isso eu já sei!

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Amuei!!!

Sou só eu ou também vos parece ridícula esta parvoice de suspender o myzon card em nome das boas práticas de concorrência?

Vamos lá por partes. Primeiro, e para aqueles que possam não estar ao corrente, este cartão é uma espécie de prémio de fidelidade para todos os clientes Zon há mas de um ano e permitia assistir a um total de 52 sessões de cinema durante um ano. Segundo, para além de me dar um jeitão, parece-me uma campanha inteligente já que, ao mesmo tempo que os beneficiados ficam todos contentes, quase ninguém vai ao cinema sozinho e portanto eles (Zon-Lusomundo) também ficariam a ganhar.

Tudo muito bem, lá recebi o meu desejado cartãozinho em casa e lá vem o chato do Paulo Branco pôr isto tudo em tribunal e pedir a suspensão imediata porque "todos estávamos praticamente com a noção de que, se esta operação fosse para a frente, era o fecho de todas as salas não pertencentes à Zon Lusomundo que existiam em Portugal, sobretudo em todas as localidades onde a Zon tem salas de cinema"!!!!

Quem são TODOS??? É tão ridículo que o Sr. Paulo Branco tem a suprema lata de fazer isto, sendo ele administrador do grupo de exibição Medeia Filmes, que tem, também ele, um cartão que permite por um preço simbólico assistir a um número ilimitado de filmes.

A mim parece-me que esta atitude não está muito longe das balelas que as associações de comércio tradicional apregoam aos sete ventos, a obrigar os hipers a fechar ao domingo e a limitar horários para depois também eles estarem fechados ao fim-de-semana e a todas aquelas horas em que dá jeito fazer compras.

Acho lindamente que este senhor proteste contra a falta de apoios que possam existir por parte do Estado (se é que os há e eu não estou nada dentro do assunto) mas agora vir chatear uma empresa privada e os seus assinantes quando ele faz o mesmo (com resultados menores, é verdade, mas a culpa não é minha, pois não?)

Vá, eu sei que se não fosse prejudicada com isto não estaria tão chateada. Mas bolas, o senhor é tipo o Grinch e acabou de me tirar uma das melhores prendas de Natal que tive.

Amuei!!!!!

segunda-feira, janeiro 05, 2009

2009 chegou e, com a sua entrada, 2008 fugiu de mansinho, quase sem se notar.

Não foi um ano bom...
...também não foi mau.
Não me aconteceu assim nada de espectacular...
...ou melhor, nada que tenha ficado, que me tenha mudado.
Não entrou ninguém de especial na minha vida...
...ou entrou mas voltou a sair até ser só lembrança.
Não mudei de casa...
...mas mudei de trabalho.
Não mudei de amigos...
...mas ainda bem.

Foi assim...mais ou menos.

Mas 2009 chegou! E com o novo ano, esperança renovada. Agora é que é. Deste ano não passa... Mas a verdade é que se nada mudar muito já não é mau. Casa, trabalho familia e amigos já tenho; o que vier é lucro.

2009 até começou bem. Os meus melhores amigos (quase todos) a aquecer o frio de Viseu e amigos que não o era mas que são agora. Já estou a ganhar!

E nos dias que me levaram do 8 ao 9 (sempre gostei mais de números ímpares) a companhia de dois óptimos espécimes daquilo que mais gosto: um filme e um livro.

"Austrália" o épico semi-surrealista de Baz Luhrmann com a Nicole Kidman em grande forma e o Hugh Jackman a fazer-me suspirar de 3 em 3 segundos (Clooney, não te ponhas a pau que um dia fujo-te)

"A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Zafón que me surpreendeu a cada linha de cada página e me agarrou de tal forma que não consigo pegar em nenhum dos outros livros que estou a ler mesmo depois de o ter acabado. Hoje começo "O Jogo do Anjo", dele também, e mal posso esperar por chegar a casa.

2009 chegou. BEM VINDO

terça-feira, dezembro 23, 2008

Qual Madonna, qual quê!!!

Meses de estúdio, produtores internacionalmente reconhecidos, uma festa de lançamento cheia de "VIP's" vestidos de branco e, apesar de tudo, parece-me que o acontecimento do ano passou demasiado despercebido...

É a crise, senhores, é a crise!

Que outra justificação haverá para que eu, como muitos de vós aposto, ainda não tivesse tido acesso a esta maravilhosa pérola da musicalidade nacional cantada em inglês (falha desculpável pela óbvia necessidade de tornar esta obra-de-arte acessível ao resto do Mundo)?

José Castelo Branco lançou um álbum!!!

E numa festança que teve como RP, o seu mais promissor seguidor David Motta (para o caso de vos falhar a memória, é o filho(?) daquela senhora que foi a mandante do homicidio mais idiota dos últimos anos), o nosso marchand d'art de estimação assegurou que a música é "uma forma de me sublimar. Como tenho uma actividade muito recatada, a forma que tenho de explodir, de expandir essa sensualidade que está agarrada à minha maneira de ser, é quando canto”.

Palavras para quê? É um artista português!

E aqui vos deixo o meu presentinho de Natal. O videoclip de estreia intitulado "In the City". É DE CHORAR POR MAIS!


terça-feira, dezembro 16, 2008

Carta ao Pai Natal

Querido Pai Natal (ou Menino Jesus ou um dos Reis Magos, dependendo das crenças):



Venho por este meio formalizar o meu pedido para este Natal. Sei que já é um bocadito em cima da hora, mas tenho andado muito ocupada com o trabalho e a fazer compritas para os familiares e amigos na esperança de te aliviar o teu fardo anual.



Agora que já tenho tudinho comprado, venho eu fazer-te um pequeno pedido. Eu este ano até me portei mais ou menos bem... E para o caso de estares esquecido vou enumerar algumas das coisas que suportei sem reclamar (muito):



1º- Trabalhei que nem um cão todos os dias, com horários espatafúrdios, muitos fins-de-semana incluídos, sem direito a umas míseras férias.



2º- Dediquei todo o primeiro semestre a produzir uma belíssima (modéstia à parte) série de documentários de promoção ao voluntariado e bem sabes que não fui assim muito bem paga. E até ajudei a fazer outro, e de graça!!!



3º- Fui em geral uma boa amiga, embora menos presente do que gostaria



4º- A minha casita tem estado uns quanto degraus acima do curral que eu achava que ia estar (tendo em conta o pouco tempo que lá passo...)



5º- Tenho as contas em dia (sacrificando muitos pares de botas, sapatos e malas que todo o dia me tentam nas montras)



6º- Tenho aturado muita estupidez de gente desonesta e falsa (e que ainda por cima me toma por parva!)



7º- Num mês já fui assaltada e já agonizei com a maior dor de dentes de todos os tempos que ainda mantém a minha bochecha refém de um estilo "hamster"



Por todos estes pontos e mais alguns que certamente te recordarás se dedicares cinco minutos do teu aterefado dia à minha causa, peço-te que satisfaças um singelo pedido... Ainda para mais, e sabendo que por esta altura já esta tudo muito escolhido, envio duas hipóteses (de qualquer forma prefiro o brinquedo da esquerda, mas fico contente com qualquer um... não sou esquisita!):







sexta-feira, dezembro 05, 2008


Agora que até já recebo queixas de leitores da província, prometo que até terça-feira haverá um novo e brilhante post neste blogue.


Juro....


... ou não...


segunda-feira, maio 26, 2008

Quem diria...

... que alguém que como eu está no meio televisivo podia ser tão facilmente manipulada por uma reportagem na caixinha mágica??


Não é que - e sim, tenho vergonha, mas o primeiro passo para a cura é admitir o problema - me pus a ver uma reportagem sobre o ex-portista Pepe e achei-lhe imensa graça? Surreal, agora já não o posso ofender sem pensar nas covinhas que faz nas bochechas quando diz "'Tas a ver?".


E eu que convivia tão feliz com a noção de besta quadrada que tinha dele. O melhor é não ver mais estas reportagens, senão qualquer dia ainda estou comovida com o penteado parvo do Miguel Veloso....Arrrggghhh


(e prometo já que esta foi a última vez que uma foto deste equipamento entrou no meu blog... Até me doi!)

segunda-feira, maio 19, 2008

Ex.mos americanos....

... se me permitem uma sugestão vinda directamente deste cantinho da europa...

Era este senhor que eu escolhia!

YES WE CAN - WILL.I.AM

It was a creed written into the founding documents that declared the destiny of a nation.

Yes we can.

It was whispered by slaves and abolitionists as they blazed a trail toward freedom.

Yes we can. Yes we can.

It was sung by immigrants as they struck out from distant shores and pioneers who pushed westward against an unforgiving wilderness.

Yes we can. Yes we can.

It was the call of workers who organized; women who reached for the ballots; a President who chose the moon as our new frontier; and a King who took us to the mountain-top and pointed the way to the Promised Land.

Yes we can to justice and equality.

(yes we can, yes we can, yes we can, yes we can...)

Yes we can to opportunity and prosperity.

Yes we can to opportunity and prosperity.

Yes we can heal this nation.

Yes we can repair this world.

Yes we can.

Si Se Puede (yes we can, yes we can, yes we can, yes we can...)


We know the battle ahead will be long, but always remember that no matter what obstacles stand in our way, nothing can stand in the way of the power of millions of voices calling for change.

We want change!(We want change! We want change! We want change...)


We have been told we cannot do this by a chorus of cynics who will only grow louder and more dissonant.

We've been asked to pause for a reality check.

We've been warned against offering the people of this nation false hope.

But in the unlikely story that is America, there has never been anything false about hope.

We want change! (We want change! I want change! We want change! I want change...)


The hopes of the little girl who goes to a crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of LA;we will remember that there is something happening in America; that we are not as divided as our politics suggests; that we are one people; we are one nation; and together, we will begin the next great chapter in America's story with three words that will ring from coast to coast; from sea to shining sea

Yes. We. Can.(yes we can, yes we can, yes we can, yes we can, yes we can, yes we can, yes we can, yes we can...)

quarta-feira, maio 14, 2008

"Época triste a nossa, mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito!" (Albert Einstein)


No dia em que o senhor Mário Machado - líder de um pseudo-grupo chamado Hammerskin e racista armado confesso - fosse retirado de prisão preventiva com mais 10 quilos do que entrou "por causa da comidinha que a mãe lhe levava todos os dias" e comparecesse no Tribunal de Monsanto abraçado a namorada oxigenada e de pólo de marca como quem passeia alegremente no seu universo monocromático imaginário, eu acharia que este mundo estaria de pernas para o ar!


Aconteceu hoje! E esta, heim?


(nota da autora: para quem não saiba os Hammerskin são um grupo de betinhos armados em neo-nazis (seja lá o que isso for!), conhecidos e orgulhosos das suas diversas ameaças e agressões (aliás, o grupo só integra elementos que tenham passado por um "baptismo" de actos violentos) e o senhor Mário Machado é o rosto mais visível deste grupo e foi condenado a quatro anos e três meses de prisão no processo do homicídio de Alcindo Monteiro em 1995, e desde então acusado por sequestro, extorsão, ameaças e posse ilegal de armas. )

segunda-feira, maio 12, 2008

Um fim de semana de riso e lágrimas....


Podia falar-vos do meu fim de semana. Podia dizer-vos como foi bom estar com a A., matar saudades e sentir que aliviei um pouco a tensão da altura difícil que está a passar. Podia contar-vos como já há muito tempo que não tinha uma noite louca como a de sábado, que só terminou já passava do meio-dia de domingo depois de muitas minis que se seguiram a muitos bacardis que se seguiram a muitas caipiroskas. Podia dizer como foi bom conversar de tudo (até de trabalho) e de nada (com muitas confissões inconfessáveis à mistura!) e como foi bom conhecer pessoas novas que conseguiram o impossível de tornar ainda mais inesquecível a noite fantástica que estavamos a ter (um agradecimento especial ao primos, eheh). Podia contar-vos como vou estar a semana toda a recuperar destas maluqueiras.


Podia contar-vos tudo isto mas há momentos que terão de ficar no "segredo dos deuses" e outros que só pertencem a quem lá estava. E depois há aquele outro momento, aquele que corri para Lisboa para assistir e chorar. Aquele que lamento não ter estado lá para aplaudir de pé ao vivo (mas era um fim de semana de outras prioridades).
O Adeus do Maestro. O adeus do meu jogador preferido de sempre. O meu "irmão benfiquista" tapou os ouvidos a todas as súplicas e pendurou as chuteiras.


O Rui Costa é mais que um bom jogador, é um simbolo. Um simbolo de amor e dedicação ao seu clube de sempre. Sempre foi diferente e essa luz conquistou todos os que ao longo dos anos tiveram o prazer de o ver jogar. Idolo em Itália, voltou para o "meio da sua gente", como o próprio disse. E até ao fim mantive acesa a esperaça de o ouvir aceitar ficar mais um ano mas o Rui sempre foi assim: determinado. E com a mesma determinação com que sempre jogou disse adeus aos relvados...e no pior ano do Benfica que me consigo lembrar, a última razão para o cartão vermelho que guardo na carteira já não existe. E para o ano acho que deixarei de fazer parte dos 160 000 que pagam as cotas.


Adeus Maestro!


sábado, maio 03, 2008

O meu primeiro passo para um Nobel

Quando muitos de vocês já se questionavam sobre a minha sanidade mental, eis que venho tentar provar-vos que ainda estou aí para as curvas (intelectualmente falando...)

Tenho vindo desde há uns tempos a desenvolver um teorema que gostaria de partilhar neste blog. Até porque nisto de teorias e invenções é preciso ter muito cuidado não vá um qualquer aproveitador lembrar-se de usurpar este brilhante raciocínio que estou certa virá a revolucionar a forma como muito boa gente encara a realidade (olhem para o exemplo do sacana do Bell que ficou para a história como o inventor do telefone, deixando o desgraçado do Meucci no perfeito desconhecimento).

Esta teoria, totalmente estudada e já em fase avançada de comprovação empírica, conta já com alguns apoiantes, sendo a mais entusiástica a A que, pelo que sei, tem tentado com pouco êxito disseminá-la por terras do Lis. Espero que a exposição científica venha agora dar-lhe mais credibilidade!

A minha teoria, que denominei "Teoria da Qualidade Circular" determina que o grau de qualidade de algo pode ser representado por uma circunferência, pelo que, esse algo pode atingir um tal nível de má qualidade que dá a volta e se torna muito bom.

Confusos? Talvez seja melhor dar-vos alguns exemplos.

Primeiro um conceito que a todos é familiar e que encaixa perfeitamente nesta minha teoria. A noção de kitsch que mais não é do que algo que de tão piroso, chega a ser fashion. Um cadillac cor de rosa, um galo de barcelos gigante ou uma colcha de patchwork são bons exemplos.

Ainda pouco convencidos?

Pois eu aposto que vos consigo converter com o melhor, o mais extraordinário videoclip de sempre. Aquele que guardo carinhosamente no meu coração como a minha inspiração primordial para esta teoria brilhante.

Vejam e comovam-se:



Se na verdade este podia ser apenas um terrível exemplo da falta de noção do ridículo do ex-Mitch Buchanon/Michael Knight, há pormenores que o tornam absolutamente delicioso (há grandes momentos mas é impossível resistir às crianças voadoras, ao ET e acima de tudo ao David a apanhar um salmão com a boca). Assim, algo muito muito mau torna-se muito muito bom.

Os mais cépticos argumentarão: "Ah pois é, mas a qualidade pode ser muito subjectiva, depende do gosto de cada um e eu até conheço uma pessoa que gosta dos livros da Margarida Rebelo Pinto". Eu respondo, primeiro alguém que tem amigos que gastam dinheiro em livros da MRP, não tem qualquer tipo de credibilidade e depois, meus amigos, a noção de circularidade implica que não há um ponto de início, logo cada um determina onde começa a qualidade... Perceberam? (está tudo pensado!)

Espero que se sintam culturalmente mais elevados e aos espertinhos aviso que já comprei os formulários da patente.

sexta-feira, maio 02, 2008

Moi même...uma palhaça ao vosso dispôr...

Eu sou uma espécie de iman humano para situações surreais e embarassantes. Até certo ponto já estou habituada mas as últimas 24 horas têm-se revelado particularmente recheadas de situações improváveis e figuras tristes.

Estava convencida que este ano já tinha cumprido com todas as obrigações de uma boa portuguesa: fado, fátima e futebol. Faltava uma ... a "fantástica" revista à portuguesa! E ontem lá fui (arrastada e porque sou uma alma caridosa) acompanhar a A a este belo espectáculo galhofeiro (convém assinalar que a nossa presença de deveu estritamente a necessidades profissionais).

É mesmo um mundo aparte no qual me sinto um verdadeiro ET acabadinho de aterrar... Não consigo atingir as graçolas, não vibro com os momentos "dramáticos" e acima de tudo fico abismada com o fenómeno de histeria colectiva (e não estou a exagerar) que se cria; é ver gente de lenço na mão para limpar as lágrimas que correm de tanto rir, são as gargalhadas sonoras em momentos em que nem sequer me apercebi que tivesse dito uma piada. Enfim, é sem dúvida um tipo de entretenimento que me ultrapassa grandemente.

Mas aconteceu algo durante o espectáculo que passou todas as expectativas de surrealidade (e não A, não me estou a referir ao "bebé" lindo no poço da orquestra...que olhar...enfim!!), resumindo foi assim, estavamos nós muito comportadinhas da frisa (mesmo em cima do palco e do poço da orquestra onde estava um "bebé" lindo...mas acho que já tinha dito) quando, já sem mais capacidade de concentração para os acontecimentos em palco - só o primeiro acto foram quase duas horas - decidi mandar umas mensagens com o telelé. Tudo muito bem, achei eu, o parapeito da frisa tapava-me quase até ao pescoço e com o respectivo aparelho no colo estava bastante discreta... eis senão quando o João Baião em pleno sketch pára e diz: "recomeçamos quando a menina da frisa largar o telemóvel". Gargalhada geral! E eu encavacadíssima, claro!

Como se não bastasse a primeira vergonha da noite, decidi a caminho de casa parar naquela bomba de gasolina mesmo à entrada do viaduto Duarte Pacheco (local bem frequentado à 1 da manhã, como imaginam). Bomba em pré-pagamento, caminho até à caixa repleto de jeitosos que só faltava tirarem bocados com os olhos (mas com tão mau aspecto que nem dava para aumentar o ego!) e eu lá vou pagar. Volto ao carro, ponho a mangueira e nada...esbracejo...nada...vou lá, atravessando novamente a selva de predadores, e reclamo com o homem...volto ao carro...ponho a mangueira e nada...furiosa esbracejo freneticamente acompanhando com uns gritos revoltados com tamanha incompetência. Até que, no microfone se ouve: "MENINA DA BOMBA 11, A MANGUEIRA CERTA É A PRIMEIRA À DIREITA"....



Moral da estória: as minhas figuras de urso têm mais piada do que a revista à portuguesa, pelo menos a ver pelas gargalhadas da parva da A, todo o caminho até casa....

quarta-feira, abril 30, 2008





Há uma coisa que sempre me baralhou: a necessidade transcendental que algumas pessoas parecem ter de escrever nas paredes das casas de banho públicas!!




Juro, não consigo mesmo perceber! É que, vá lá, putos de 15 anos a "tagar" nas paredes do bairro onde vivem, por mais idiota que isso seja, ainda pode ser justificado por uma necessidade hormonal de serem "bueda radicais" ou por uma esperança apaixonada de que a sua dama veja o recadinho "Carina te amo-te".




Mas gente adulta a escrever a marcador "Eu mijei aqui"?????




Mas pior do que a total inutilidade de identificar o cubículo que se efectuou (adoro o verbo efectuar!) as necessidades fisiológicas, é a utilização das portas como classificados amorosos. Não consigo imaginar situação menos romântica que a posição de equilibrismo que se efectua (lá está outra vez este belíssimo verbo!) numa sanita pública; quem é que na posse de pelo menos dois neurónios pensa "ora aqui está um sitio bonito, aconchegadinho, confortável, cheiroso... deixa lá ver se arranjo alguém que o queira partilhar comigo". Ainda por cima, como a maioria dos WC não são mistos, subentende-se que será apenas a população gay a escrevinhar este tipo de recados, senão a situação é ainda mais sinistra; imaginem a cena: rapariga vem da casa de banho e diz para o amigo que a espera cá fora: "Ó Miguel, trouxe-te aqui um número que estava ali escrito na porta; deve ser mesmo boa para ti porque é uma gatinha carinhosa com seios enormes. E também é TMN como tu!"




Depois há ainda uma outra sub-espécie que se esconde e "corajosamente" expôe os defeitos fisicos e as promiscuidades sexuais dos seus inimigos(as) com pérolas tão bonitas como "A Sheila do Montijo é uma p*** com o rabo grande". Estranhamente muitas vezes aparecem respostas do tipo "Tu é que és", o que me faz reconsiderar o meu comentário sobre a inutilidade destes actos porque, pensando bem, numa época em todos se queixam de que já ninguém escreve cartas, isto pode ser o mais próximo de um postal ilustrado que se encontra. Com direito a resposta e tudo e sem pagar selo.




Por último, mas não menos relevantes, estão os poetas de WC, artistas escondidos que partilham as suas rimas com a população defecante em geral. E aqui sim! Vejo toda a lógica nestes escritos, parece-me mesmo que estarão no local certo porque são verdadeiras poesias de m****! Ora vejam:




Cagar é uma ARTE

e não uma ciência imunda

o cag***ão bate na água

e a agua bate na bunda.




É bonito ou não é??